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Arquivos Mensais:março 2010

A vida é como um piquenique

A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo — ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria. Mas se tudo o que fazemos é ficar discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar em que canto, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango…, que desperdício! Mais cedo ou mais tarde o tempo fecha, a tarde cai e o piquenique acaba. E tudo o que fizemos foi ficar discutindo e implicando uns com os outros. Pense em tudo que se perdeu.

Você pode estar se perguntando: se tudo é impermanente, se nada dura, como pode alguém viver feliz? É verdade que não podemos, de fato, agarrar ou nos segurar às coisas, mas podemos usar esse conhecimento para olhar a vida de modo diferente, como uma oportunidade muito breve e rara. Se trouxermos à nossa vida a maturidade de saber que tudo é impermanente, vamos ver que nossas experiências serão mais ricas, nossos relacionamentos mais sinceros, e teremos maior apreciação por tudo aquilo que já desfrutamos.

Também seremos mais pacientes. Vamos compreender que, por pior que as coisas possam parecer no momento, as circunstâncias infelizes não podem durar. Teremos a sensação de que seremos capazes de suportá-las até que passem. E com maior paciência seremos mais delicados com as pessoas a nossa volta. Não é tão difícil manifestar um gesto amoroso quando nos damos conta de que talvez nunca mais estaremos com a nossa tia-avó. Por que não deixá-la feliz? Por que não dispor de tempo para ouvir todas aquelas histórias antigas?

Chegar à compreensão da impermanência e ao desejo autêntico de fazer os outros felizes nesta breve oportunidade que temos juntos, constitui o começo da verdadeira prática espiritual. É esse tipo de sinceridade que efetivamente catalisa a transformação em nossa mente e em nosso ser.

Não precisamos raspar a cabeça nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras — apenas um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência. Isso nos fará progredir

Extraído de:http://www.samsara.blog.br/2006/11/isso-nos-far-progredir.html

O Poder da Paz – Chagdud Tulku Rinpoche

“Desejo que o poder espiritual da paz toque cada pessoa nesse mundo irradiando-se a partir da paz profunda que está em nossa mente, cruzando barreiras religiosas e políticas, cruzando barreiras do ego e de sua rigidez conceitual. Nossa primeira tarefa como promotores da paz é superar nossos confitos interiores causados pela ignorância, raiva, apego, inveja e orgulho. Com a orientação de um professor espiritual, essa purificação da mente pode nos ensinar a verdadeira essência da arte de pacificar. Devemos buscar uma paz interior tão pura, tão estável que não seremos tocados pela raiva daqueles que vivem e tiram proveito da guerra ou pelo apego ao eu e medo daqueles que nos confrontam com o desprezo e ódio.
É necessária uma paciência extraordinária para trabalhar pela paz mundial e a fonte desta paciência é a paz interior. Tal paz nos permite ver claramente que a guerra e o sofrimento são reflexos externos dos venenos da mente. A diferença essencial entre os pacifistas e aqueles que promovem a guerrra é que os pacifistas tem disciplina e controle sobre a raiva egoísta, pelo apego, inveja e orgulho enquanto os que apostam na guerrra a partir de sua ignorância fazem com que estes venenos se manifestem no mundo. Se você verdadeiramente compreender isso, nunca permitirá ser derrotado, interna ou externamente.
No budismo tibetano, o pavão é o símbolo do bodhisatva, o guerreiro desperto que trabalha pela iluminação de todos os seres. Diz-se que o pavão come plantas venenosas para transformar o veneno delas nas cores deslumbrantes de suas penas. Ele não se envenena. Da mesma forma, nós que defendemos a paz mundial, não devemos nos envenenar pela raiva. Olhe com equanimidade para os homens poderosos do mundo que controlam a máquina da guerra. Faça o melhor possível para convencê-los sobre a necessidade da paz, mas fique constantemente atento em relação ao estado de sua mente. Se sentir raiva, recue. Se for capaz de agir sem raiva, talvez você transponha o terrível delírio que perpetua a guerra e seu sofrimento infernal. A partir do claro espaço de sua própria paz interior, sua compaixão precisa se expandir para incluir todos os que estão envolvidos na guerra, tanto os soldados cuja intenção é beneficiar mas que, em vez disso, causam o sofrimento e a morte sendo portanto, pegos pelo carma terrível de matar – quanto os civis que feridos, mortos ou forçados ao exílio como refugiados. Verdadeira compaixão surge por qualquer tipo de sofrimento, pelo sofrimento de todos os seres. Ela não está ligada àquilo que é certo ou errado, ao apego ou à aversão.
O trabalho pela paz é, por si só, um caminho espiritual. É um meio para desenvolver as qualidades perfeitas da mente e para testá-las em relação às necessidades urgentes, so extremo sofrimento e à morte. Não tenha medo de dar seu tempo, energia e suporte à paz.”
Extraido de:http://pemalodro.blogspot.com/

Devadatta era primo de Buddha, e tornou-se um de seus discípulos, até ter se corrompido pelo próprio orgulho.

Devadatta é o grande “malvadão” das escrituras buddhistas. Cometeu três das mais graves ofensas possíveis no buddhismo: tentou matar o Buddha, causou um cisma na Sangha e incintou alguém a matar o próprio pai. Devido a essas e outras ofensas ele teria ido parar no pior dos infernos da cosmologia buddhista devido à lei da causa-e-efeito.

Interessante como a história de Devadatta foi preservada até hoje. Não foi escondida como algo incoveniente. Pelo contrário, serve de ensinamento. Isso faz dele uma espécie de “Buddha ao contrário”, o que talvez seja tão efetivo em termos de exemplo quanto um “Buddha do lado certo”.

Assim, Devadatta é, talvez da maneira inversa que teria se imaginado, um professor disfarçado, que ajuda inúmeros seres no Caminho. Um verdadeiro amigo.

Não é à toa que no Sutra de Lótus, Buddha Shakyamuni afirma que Devadatta será um Buddha no futuro. E que foi até seu professor em uma vida passada, tendo sido um bom amigo que o ajudou a encontrar o Caminho.
Retirado de:

http://tentandonaofugir.blogspot.com/

Lama Padma Santem,dá ensinamentos simples,mas ao mesmo tempo profundos nessa entrevista ao mais você confira.

Peça a Nestlé para acabar com a destruição por ela provocada.Veja como:

O Caos Necessário
O caos é necessário para que o homem saia da sua zona de conforto. Quando o Universo quer mudar a sua vida, o caos se instaura em sua vida.

Primeiro, você blasfemará contra as divindades. Depois, você mergulhará nas profundezas da agonia e depressão. Por fim, se tiveres a mente firme, serás capaz de renascer para um novo ciclo.

Nada no universo garante a você que o novo cíclo será bom; mas certamente será diferente do que você já viveu.

Saiba que nada acontece duas vezes da mesma forma!
Extraído de: http://livrodoguerreiro.blogspot.com/

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